Parte 2 - Abrir uma empresa na União Europeia é um bom negócio?


No primeiro artigo sobre abrir uma empresa na União Europeia (UE), abordei o caso da Estônia, seu programa e-Residency, e algumas das vantagens de uma empresa ou startup terem escritório na Europa.


Nesse artigo abordo algumas questões sobre impostos, acesso a investimentos e fundos europeus e ainda, créditos bancários para empresas e startups que queiram se instalar na Europa.



A possibilidade de pagar menos impostos e de forma transparente.


Na Europa temos um único imposto de consumo chamado IVA em português Imposto de Valor Agregado e em Inglês VAT (Value Added Tax). A alíquota do IVA varia em cada país, em Portugal onde vivo está em 23%, na Alemanha 19% na Espanha 21%, além de existirem produtos para os quais o governo reduz o IVA, por exemplo, alimentos.


Tenha em mente que o IVA é um imposto para ser pago pelos consumidores, pessoas físicas e não pelas empresas. Apenas nos casos em que as empresas comprem produtos ou serviços de outras empresas localizadas no mesmo país, elas pagam o IVA, mas depois, têm a possibilidade de creditar este IVA em faturas que foram emitidas. E caso comprem de outros países do bloco, o IVA não é cobrado. Apenas negócios entre empresas.


Então se a sua empresa está, por exemplo, na Estônia, e o seu cliente nos EUA, em Singapura ou na Alemanha, você não precisa recolher o IVA caso o seu cliente seja outra empresa (B2B).


Ainda no caso da Estônia, existe o IRC (Imposto de Renda) que deve ser pago sobre o lucro da empresa, mas o governo não cobra o imposto caso o lucro seja reinvestido no negócio. Isto faz com que a Estônia seja um dos destinos preferidos das startups na Europa.



Acesso a investidores e fundos de investimento europeus.


As startups brasileiras, que têm um bom modelo de negócios e que já estejam no estágio de tração, podem ter aspiração a voos mais altos e escalar seus negócios no exterior a partir de um país europeu, tendo acesso a créditos bancários, a fundos europeus e a investidores privados. Tudo isto se torna realidade, a partir do momento em que a empresa começa a operar em algum país europeu.


No entanto, é bom não ter ilusões. O acesso ao crédito bancário não é tão fácil como alguns pensam, mas se torna algo viável para a aquisição de material como mobiliário, computadores, caso a empresa tenha imóveis ou automóveis, para oferecer em garantia.


Os juros dos empréstimos são muito baixos, portanto vale a pena usar o capital da empresa para investir em marketing ou em outras atividades que gerem retorno imediato e usar o dinheiro do empréstimo para financiar os bens de capital duráveis.

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Além das inúmeras possibilidades de empréstimos bancários, existem alguns outros apoios que as empresas do bloco podem ter acesso. São recursos vindos da União Europeia (Bruxelas), oferecidos aos países do bloco, e são muito diversificados.

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Cada país decide o que fazer com o dinheiro, onde investir e quais setores ajudar. Alguns deles são a “fundo perdido”, ou seja, não é preciso pagar, mas não são fáceis de serem obtidos, e dependerá da inovação envolvida, e de outros requisitos, que são analisados caso a caso.


Outros recursos e apoios requerem uma co-participação, ou seja, o estado dá uma parte e a empresa entra com outra parte. Enfim, as opções são muitas e variam de acordo com o país em que se está atuando. Existem vantagens e desvantagens como sempre, mas são alternativas interessantes a serem levadas em consideração.


Empresas brasileiras que desejam vender no exterior e ter uma conta bancária para receber em Euros, devem avaliar seriamente a possibilidade de abrir a empresa em algum país da Europa.


E as startups brasileiras, com soluções inovadoras, alinhadas à economia de baixo carbono, também têm excelentes oportunidades na Europa, no que se refere a recursos e apoios.


Nada é impossível, pelo contrário, às vezes é na Europa que sua empresa poderá crescer mais, dependendo da solução que você tem nas mãos.


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Sobre o autor:


Luis Guillherme Diniz


Membro da INTERACTTI - inspirando Negócios Transformadores.

Especialista e Advisor em Negócios Internacionais

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