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Biomimética : uma nova geração de negócios transformadores na área ambiental

Publicado por ANA LIZETE FARIAS em 02/09/2018 às 20h00

Negócios Transformadores visam lucro, mas ao mesmo tempo, geram ganhos coletivos na medida em que buscam soluções para os complexos problemas da sociedade contemporânea. Mas quais as possibilidades que temos no Brasil do século XXI para gerarmos negócios transformadores na área ambiental?

Cada vez mais vemos surgir novas formas de se pensar soluções que transformem os desafios da sustentabilidade ambiental.

Sou particularmente entusiasmada por uma dessas soluções: a Biomimética, uma palavra originária do grego bios -vida e mimesis -imitação, ciência que estuda os modelos da natureza e depois os imita ou inspira-se neles ou em seus processos para resolver os problemas humanos (BENYUS, 2013).

É quase inacreditável como a natureza, em sua inteligência evolutiva, pode nos inspirar a criar, melhorar produtos e processos, estilos de vida.

Esse é um conceito que está num movimento ascendente, principalmente, quando se trata de achar soluções para regiões e comunidades em vulnerabilidade socioambiental, além de uma grande oportunidade para novos negócios.

Segundo informações do Instituto Fermaniano de Negócios e Economia da Point Loma University  (THE GUARDIAN, 2015), até 2030, as inovações “bioinspiradas” poderiam gerar US$ 1,6 trilhão de PIB em todo o mundo.

A Biomimética também tem se tornado importante para os novos mercados que buscam por alternativas alinhadas às questões ambientais como por exemplo, o enfrentamento das mudanças climáticas e a redução das desigualdades sociais.

Nesse cenário as aplicações podem surgir de várias formas, desde uma observação pura de modelos ecossistêmicos e/ou suas formas. Existem hoje, sistemas de cultivo doméstico inspirados em favos de mel das abelhas que podem facilitar a vida de pessoas que vivem em pequenos espaços ou ainda em situação de vulnerabilidade social, como os campos de refugiados; há agulhas cirúrgicas modeladas a partir do bico de mosquitos; ferramentas agrícolas cujo um dos componentes imita as vilosidades de uma minhoca; edifícios modelados a partir da casa dos cupins, dentre muitos exemplos que se pode citar (BIOMIMICRY,2018).

 

Veja no link abaixo mais aplicações da Biomimética na agricultura

https://www.theguardian.com/sustainable-business/2015/oct/30/biomimicry-institute-sxsw-eco-agriculture-bioinspired

 

E também é possível encontrar vários exemplos de aplicações da Biomimética, em diversos setores, nesse link https://biomimicry.org/biomimicry-examples/

 

Este não é um tema recente na agenda internacional. Em 2010, a 12ª Exposição Internacional de Arquitetura do Canadá recebeu seus participantes num ambiente imersivo e interativo: uma pequena floresta artificial formada por um complexo de pequenos elos, coberta por uma rede de folhas mecânicas interativas, filtros e bigodes, semelhante a recifes corais com seus ciclos de abertura, fixação, filtragem e digestão (ver figura abaixo). Arranjos de sensores de toque criaram ondas de movimento de respiração difusa, atraindo visitantes para as profundezas brilhantes daquela floresta de luz. O projeto foi inspirado numa antiga crença chamada “hylozoismo” que tem como premissa o fato de que toda matéria tem vida e tinha como objetivo oferecer aos novos arquitetos uma visão de futuro sobre a importância de se utilizar o conhecimento da natureza em designs sustentáveis.

 

Floresta de luz com tecnologia baseada em ecossistema de corais.

Fonte: https://www.dezeen.com/2010/08/27/hylozoic-ground-by-philip-beesley/

 

Nesse cenário, é de comum conhecimento que o Brasil tem um valor inestimável por ter mais da metade de seu território coberto por vegetação nativa, com a maior extensão de florestas tropicais do planeta. Uma riqueza a qual se somam culturas, sotaques, paisagens, recursos naturais extraídos para inúmeras finalidades produtivas. E sem dúvida, o Brasil possui um inquestionável potencial para ser protagonista em processos de inovação que contemplem essa abordagem

Aprender com a interconectividade eficiente da natureza pode nos levar muito além de projetar máquinas que diminuam o nosso impacto no planeta. É possível pensar em prédios, bairros, cidades como ecossistemas complexos, com soluções interconectadas, que venham a oferecer uma gama infinita de resultados possíveis.

Pensando no futuro, nós podemos continuar fazendo escolhas desastrosas em relação aos recursos naturais, mas também, podemos pensar em novas formas para inovar e transformar. A natureza está aí, basta observar e aprender com ela.

 

 

 

 

 

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Empreender também é construir uma grande vida

Publicado por SIMONE BASILE em 21/08/2018 às 14h00

 

A maioria das pessoas acredita que empreender tem a ver apenas com a construção de um negócio de sucesso. Mas será que é isso mesmo?

A frase de Jonathan Fields “a idéia do empreendedorismo não é sobre construir um grande negócio, é sobre construir uma grande vida” é perfeita para nos alertar sobre como devemos enxergar o empreendedorismo hoje. Um empreendedorismo moderno, responsável e transformador.

Considerando que o empreendedor é aquele que tem um conjunto de atitudes e princípios que o leva a empreender, podemos dizer que empreender tem a ver com o “espírito de ser”.

Dessa forma, empreender não está restrito ao desenvolvimento de um negócio e sim a uma forma de se relacionar com o mundo, de visualizar e construir a vida, na sua forma mais plena.

 

Mas o que é preciso para, além de construir um grande negócio, construir uma grande vida?

Bem, se prestarmos atenção aos empreendedores que constroem grandes negócios, vamos perceber que há algumas coisas em comum entre eles. E uma delas é que há uma grande motivação para empreender.

Mas o que é motivação?

Essa palavra vem do latim Movere, que significa mover para realizar determinada ação.É o impulso interno que nos leva à ação. É o motivo que nos leva à ação.

Mas, encontrar esse motivo, não é tão simples assim.

O que nos movimenta? Por que ou por quem fazemos algo?

 

Uma frase atribuída a Mark Twain diz que “Há dois dias importantes na sua vida. O dia em que nasceu e o dia em que descobriu por quê.”

Descobrir o porquê mencionado por Mark Twain é o que eu chamo de Propósito.

O Propósito, por definição, é aquilo que se quer muito fazer, que se tem grande vontade de realizar ou de alcançar, algo essencial. É um desígnio. É aquilo que não nos deixa escapar de nós mesmos.

Quando identificamos o nosso propósito, a nossa vida passa a ter muito mais sentido, fica “mais viva”, mais colorida e, consequentemente, não aceitamos apenas uma vida ordinária, e buscamos transformar o ordinário em extraordinário. E naturalmente, construímos negócios transformadores e também, uma grande vida.

Então, se você quer empreender ou já é um empreendedor e ainda não encontrou o seu propósito, debruce-se sobre isso por um tempo. Vale muito a pena.

AQUI  você encontrará as primeiras nove perguntas que acredito serem essenciais para lhe ajudar nessa importante jornada de reflexão. Se você conseguir responder essas nove perguntas já terá dado um importante passo para descobrir o seu propósito.

Boa sorte!

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Economia Circular. Uma visão fundamental para os empreendedores. Um conceito essencial para Negócios Transformadores.

Publicado por SIMONE BASILE em 03/08/2018 às 13h30

Em algum momento você já deve ter ouvido ou lido a expressão “economia circular”.

Mas o que é isso? E o que isso tem a ver com Empreendedorismo e Negócios Transformadores?

Em primeiro lugar podemos começar dizendo que a economia circular e a economia linear são modelos de produção de bens e serviços com visões opostas.

Então, vamos entender de forma sucinta o que é economia linear ou economia clássica.

Ainda hoje aprendemos em Administração de Produção que o processo para produzir bens e/ou serviços é linear, ou seja, entram os recursos que vem do ambiente externo denominados inputs e por meio de um processo de transformação, saem os bens e serviços, denominados outputs. (ver figura abaixo)

 

Sistema de Transformação Linear

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: própria autora

 

Nessa visão, é “natural” que o processo de transformação gere resíduos, rejeitos, o que para a maioria ainda é visto como “lixo”. Nem precisamos dizer o quanto esse “lixo” impacta negativamente no meio ambiente, na saúde e na sociedade como um todo. Claro que hoje, em quase todos os países, há uma preocupação com o tratamento dos resíduos gerados, mas normalmente, trata-se de um processo ainda muito caro e demorado, que gera um enorme desperdício, e não tem solucionado o enorme problema.

 

A Transição para A Economia Circular e seu Impacto no PIB

Mas, e se enxergarmos o processo de transformação com outro olhar? Por exemplo, um processo não linear e sim circular, inspirado no que acontece na própria natureza, onde nada é perdido, nada é descartado na cadeia, tudo se aproveita ou se transforma. Portanto, uma produção que não gera nem resíduos e nem descartes, até porque o que é resíduo para alguns é matéria prima e insumo para outros, ou ainda, os supostos resíduos podem ser reciclados e transformados em outros produtos para novamente serem colocados no mercado.  De forma sucinta, essa é a visão da Economia Circular.

Uma pesquisa conjunta da Ellen MacArthur Foundation com o McKinsey Centre for Business and the Enviroment e a SUN mostrou que, "com a adoção de princípios da economia circular, a Europa pode canalizar a iminente revolução da tecnologia digital em um cenário de economia circular para aumentar o PIB em € 1,8 trilhão até 2030". Uma análise similar, também realizada pela Ellen MacArthur Foundation, indicou que, "em 2050, uma trajetória de desenvolvimento fundamentada na economia circular pode proporcionar à Índia benefícios anuais de US$ 624 bilhões, o equivalente a 30% do atual PIB do país."

 

Sistema de Transformação Circular – CLIQUE AQUI  para ter acesso ao Diagrama do Sistema da Economia Circular

 

Esse modelo circular não é ficção. Já vem sendo utilizado, mesmo que de forma parcial, por várias empresas. Em futuras publicações trataremos de alguns exemplos, no exterior e também no Brasil, incluindo em empresas de grande porte , bem como, de soluções inovadoras para fomentarmos esse modelo.

Hoje vamos falar de um exemplo muito interessante e bem sucedido aqui no Brasil. A cadeia produtiva do maracujá no Rio de Janeiro.

Resultado de parceria público-privado, a indústria Extrair Óleos Naturais utiliza as sementes de maracujá, provenientes de resíduos de indústrias de sucos e polpas do Norte Fluminense, para extração de óleo de alta qualidade que pode ser utilizado tanto na indústria de cosmético como na indústria alimentícia, para o desenvolvimento de novos produtos, como sabonetes, pães, biscoitos, sorvetes, caldas e recheios.

Saiba mais em https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/2071280/biscoitos-e-cosmeticos-dos-residuos-do-maracuja

 

Como cerca de 70% do maracujá é composto por casca e semente, estima-se que essa indústria fluminense possa gerar um desperdício e um impacto ambiental de cerca de 40 mil toneladas por ano, caso esses resíduos não sejam aproveitados. 

 

Economia Circular – Uma premissa nos Negócios Transformadores

Com certeza estamos diante de um “novo” paradigma de produção de bens e serviços, mas que não deveria ser tão “novo” assim, por se tratar de um modelo lógico, inspirado na natureza, que não gera “lixo”, nem desperdício, já que tudo se transforma em outra coisa que tem valor para alguém. O não lógico é exatamente o que ainda estamos fazendo hoje.

É fundamental que os empreendedores comecem a pensar seus empreendimentos no modelo lógico da economia circular, formulando estratégias e desenvolvendo planos de negócios com essa visão, pois dessa forma, além de diminuírem o seu impacto ambiental, poderão agregar mais valor aos seus produtos, inclusive, em alguns casos, gerando receitas com “subprodutos”, na medida em que os seus “resíduos” poderão ser transformados e reintroduzidos no mercado em forma de insumos e novos produtos para outras indústrias.

Essa é uma das premissas dos Negócios Transformadores. Todos devem ganhar: os negócios, a economia como um todo, o meio ambiente e seus recursos naturais finitos, a sociedade.

Então, que tal adotarmos essas práticas nos negócios desde já? 

Mais informações sobre a Economia Circular leia o relatório Uma Economia Circular no Brasil da Ellen MacArthur Foundation.

Se você tem alguma experiência para relatar, comente aqui. Vamos trocar ideias.

Se você tem alguma ideia para um negócio transformador entre em contato: simone@interactti.com.br

 

 

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Evento de Sustentabilidade em Curitiba

Publicado em 01/10/2015 às 18h06

Interactti em parceria com a Takao Consultoria  realizou um encontro para profissionais voltados às áreas de gestão em Curitiba, no dia 24 de setembro, com o apoio da escola de negócios Estação Business School.

O objetivo desta iniciativa foi criar um momento de aprendizado para profissionais que atuam no tema sustentabilidade, a partir da troca de experiências e reflexões sobre os dilemas vivenciados no dia a dia das organizações e que possibilite a criação de uma agenda positiva.

 

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Estratégia em Alianças para o Desenvolvimento Sustentável

Publicado por SIMONE BASILE em 28/03/2015 às 13h07

Alianças Estratégicas no Setor de Saúde Humana – Biotecnologia – foi o tema da palestra de Simone Basile, no 8º. Congresso Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de Saúde, que teve como objetivo principal relatar e debater as conclusões de um estudo realizado em 2011/2012, no setor de Saúde – Biotecnologia, sobre o porquê de algumas alianças serem mais bem sucedidas do que outras.

As organizações sempre buscam efetivar parcerias, alianças. Muitas dessas alianças são estratégicas porque visam criar sinergia, complementar capacidades e ativos, criar diferenciais competitivos. Mas pouco se tem ciência do quanto é difícil manter a “saúde” das alianças. De acordo com estudos, a taxa de fracasso é bastante elevada, chegando a 50% do total das alianças efetivadas.

O setor de saúde é um complexo econômico industrial que representa cerca de 10% do PIB brasileiro e é um dos pilares do desenvolvimento sustentável, integrando disciplinas como Economia, Meio Ambiente e Saúde. E o setor de biotecnologia, por sua vez, é altamente complexo, envolve alta tecnologia, possui recursos e conhecimento distribuídos entre os diferentes agentes. As alianças para esses setores são uma forma de expandir as fronteiras, um meio de transferência do conhecimento e de acesso a ativos complementares, bem como, uma forma de se buscar a inovação.

Se você quiser saber mais sobre algumas das conclusões desse estudo, acesse o resumo da Palestra IEPAS 

Atualmente, estamos desenvolvendo um estudo mais avançado sobre esse tema na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Se tiver interesse entre em contato conosco: simone@interactti.com.br ou simone.basile@usp.br

Se você tem experiência em gestão de alianças / parcerias comente sua experiência. Vamos trocar ideias...

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Estratégia em Economia Verde

Publicado por SIMONE BASILE em 29/09/2014 às 18h26

Muitos ainda acreditam que Sustentabilidade é papo para ambientalistas, inclusive líderes de empresas e empresários. Mas aos poucos isso vem mudando. E atualmente, já há muitos especialistas, incluindo economistas, que veem o desenvolvimento sustentável como um modelo econômico e político viável. Sabem que já há instrumentos e mecanismos econômicos para se gerar riqueza (que vai além do conceito de PIB) e alcançar a prosperidade preservando-se e respeitando-se a natureza.

De acordo com a edição de 2010 do relatório Planeta Vivo o Brasil lidera o mundo em riqueza ecológica. Logo, em se tratando de Brasil, aliar desenvolvimento econômico à natureza é mais do que possível.

Muitos municípios brasileiros já enxergaram isso e saíram na frente e hoje grande parte de sua riqueza vem exatamente da preservação da natureza.

Acesse o link Economia Verde Vetor Desenvolvimento Municipios e leia o artigo na íntegra para saber o que alguns municípios vêm fazendo.

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Agronegócio e Sustentabilidade - Estratégia bem sucedida

Publicado por SIMONE BASILE em 04/09/2014 às 16h43

O agronegócio desempenha um papel estratégico na economia brasileira. Tão estratégico que todos os candidatos à presidência o destacam em suas campanhas.

No entanto, essa é uma atividade produtiva muito impactante para o meio ambiente, podendo provocar danos irreversíveis ou muito custosos para reparação.

Por isso, discutir o agronegócio é fundamental quando o assunto é Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável.

Definir estratégias para o agronegócio, alinhadas a um modelo de desenvolvimento sustentável é condição sine qua non para a sobrevivência dessa atividade econômica.

Para saber mais sobre esse assunto acesse o link Agronegocio e Sustentabilidade e leia o artigo na íntegra.

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